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| Carcará dança o vira pra cima do Duque. Foto: Times del Brasil. |
Na noite desta terça-feira (6), Duque de Caxias e Salgueiro fizeram o duelo dos desesperados na abertura da 22ª rodada do Brasileirão Série B no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Mesmo com um jogador a menos, após a expulsão do zagueiro Paulão, o Duque abriu o placar com Gilcimar de cabeça, mas viu Ricardinho marcar duas vezes e dar a vitória para o Carcará Sertanejo.
O primeiro tempo começou morno. O Salgueiro jogou retrancado, com Pio, Josa e Renê marcando muito forte, deixando apenas Paulo Santos na armação, além dos laterais Marcos Tamandaré e Piauí não subirem ao ataque. Isso fez com que o Duque, mesmo com três zagueiros, fosse tomando conta do jogo e sufocando o Carcará Sertanejo. As melhores chances aconteciam quando Tony se aproximava de Galvão e Gilcimar, os dois homens de ataque, os abastecendo ou finalizando para o gol.
Após a contusão de Marcos Tamandaré no primeiro tempo, o técnico Barbiéri promoveu a entrada do meia Mateus, que improvisado, conseguiu render muito bem pela lateral direita. Foi por aquele setor que o Salgueiro criava suas melhores chances na partida. Porém, faltava aproximação para Ricardinho e Thiago Marabá, isolados na frente.
A melhor chance da primeira etapa veio com o meia Tony, que chapelou dois defensores do Salgueiro, invadiu a área e finalizou forte, para a defesa de Marcelo, que estava atento no lance. Porém, Tony passou a ser marcado de perto, o que impossibilitou as chegadas mais perigosas do Duque, que se apagou, visto que não tinha chegada pelas laterais. Éverton Silva estava muito bem marcado por Piauí, e Ernâni era ineficiente, tanto que o zagueiro Paulão chegava a atuar como um ala, para suprir a carência no setor.
Após um primeiro tempo fraco, esperávamos um segundo tempo movimentado, de duas equipes que necessitavam da vitória. E foi isso que aconteceu. As duas equipes vieram pra cima, e o jogo se tornou aberto e dinâmico. Equilibrado até a expulsão de Paulão, que levou o segundo amarelo após puxar a camisa do atacante Thiago Marabá. Com isto, o Duque passou a jogar apenas com Santiago como zagueiro de ofício, visto que Lucão já havia saído para a entrada do atacante Dudu, alteração "tudo ou nada" de Paulo Campos, que não contava com o vermelho de Paulão.
Mesmo perdido em campo e vendo o Salgueiro ocupar bem os espaços deixados pela defesa, o Duque chegou ao primeiro gol na bola parada. Léo Pimenta, que entrou no lugar de Galvão, bateu o escanteio pela ponta direita, Gilcimar se adiantou e cabeceou com firmeza. A bola tocou no travessão antes de morrer no fundo da rede de Marcelo. Na comemoração, o técnico Paulo Campos foi expulso, ao gritar "É justiça de Deus" ironicamente, num protesto á arbitragem.
Com um a mais e atrás do marcador, o Carcará não se abateu e buscou o empate, que saiu dois minutos depois. Edmar fez linda jogada pelo meio, e deixou Ricardinho em boa posição para bater de canhota no cantinho, sem chances pra Marcelo Carné, empatando a peleja. E nos acréscimos, veio o golpe de misericórdia. O atacante Naôh, que havia acabado de entrar no lugar de Thiago Marabá, cruzou da ponta direita e Ricardinho, de letra, completou pro fundo das redes. Virada épica do Salgueiro, que não desistiu e que brigou durante todo o jogo.
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| Barbiéri consegue sua primeira vitória no comando do Salgueiro. Foto: Futebol Interior |
A única nota triste da partida foi o fato do público. 54 pessoas, sendo 29 pagantes, dando uma renda de pouco mais de 210 reais. Um fato inadmissível para uma Série B, fruto do fato do Duque não mandar seus jogos na Baixada Fluminense, um empecilho que pesa na má campanha da equipe.
Na próxima rodada, o Duque mede forças contra o Vitória no Barradão, na terça-feira às 20h30, e no mesmo horário, o Salgueiro recebe o Paraná Clube na cidade de Paulista em Pernambuco, no agradável estádio Ademir Cunha.
Arbitragem: Adriano Milczvski (PR) auxiliado por José Carlos Dias Passos (PR) e Luciano Roggenbaum (PR).
Duque de Caxias: Marcelo Carné, Lucão (Dudu), Santiago e Paulão. Éverton Silva, Júlio César, Leandro Teixeira (Thiaguinho), Tony e Ernâni. Galvão (Léo Pimenta) e Gilcimar. Técnico: Paulo Campos.
Salgueiro: Marcelo, Marcos Tamandaré (Mateus), Juninho, Alexandre e Piauí. Pio, Josa, Renê e Paulo Santos (Edmar). Ricardinho e Thiago Marabá (Naôh). Técnico: Luís Carlos Barbiéri.
Por: Marcos Vieira Ribeiro (Guarulhos-SP)
Twitter: @Vierimark


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