Sob quatro mil tricolores
presentes no Estádio La Bombonera, o tricolor das Laranjeiras quebrou a
invencibilidade do Boca de mais de 36 jogos. Conhecidamente como o detonador de
centenários, o Fluminense foi à Argentina na missão quase impossível de derrotar
os xeneizes, justamente no centésimo jogo do clube argentino na Libertadores. A
vitória, sobretudo, deu ainda mais visibilidade no mercado sul-americano, podendo,
inclusive, comercializar produtos da empresa esportiva que patrocina o tricolor,
no país dos Hermanos.
A pressão da torcida do Boca
sobre os tricolores foram em vão. A seriedade e ousadia foram, também,
essenciais para essa conquista. O time não se absteve em atacar veementemente
com finalidade de exaurir o máximo de potencial do meio campo e ataque, tricolor.
O esquadrão verde, branco e grená se sobrepôs acima de quaisquer adversidades
marcando presença e mostrando, mais uma vez, que tem plantel para ser um dos semifinalistas
na competição continental. Ainda falta um pouco de entrosamento para chegar lá,
mas a ofensividade tricolor teve um excelente desempenho. Ainda é cedo para
tirar conclusões, mas este jogo contra os argentinos foi um teste de nivelamento
de todo o grupo.
O incessante ataque tricolor
não deu trégua à equipe adversária, tanto que, aos dez minutos do primeiro
tempo, saiu o gol de Fred após a falta cobrada por Deco. A euforia da imensa e
feliz torcida tricolor espargiu-se sobre os ombros do elenco tricolor. Em
certos momentos a nossa equipe demostrava-se tensa e desesperada por conta dos
ânimos do jogo. Falhas individuais foram notáveis em alguns minutos. Levamos
surtos de sustos ao final do tempo após uma falha de Fred no meio campo. Quatro
ou cinco chutes e chances claras de gols do adversário deixaram o coração do
torcedor a mil por hora.
Logo no começo do segundo
tempo, o susto pelo gol sofrido não desmotivou em nada o tricolor. O mesmo time
espelhou-se do mesmo do primeiro tempo. Wellington Nem que estava sumido em boa
parte foi essencial no segundo gol tricolor. Bem disposto e chamando o jogo
para si, foi bem na dividida com o adversário e alcançou à linha de fundo dando
um cruzamento primoroso para Deco, que entrou livre e desimpedido, marcando um
belíssimo gol de primeira.
Daí em diante foram momentos
de tranquilidade e soberania para os comandos de Abel. O nosso técnico promoveu
as entradas do Jean, Rafael Sóbis e Edinho no lugar do Bruno, Thiago Neves e
Deco, respectivamente. Todas essas substituições foram para segurar o placar
até o soar do apito.
Semana que vem o jogo será
contra o Zamora-VEN, na Venezuela Se entrarmos com a mesma pegada que entramos
contra o Boca não há time que segure o nosso Fluzão.
Saudações Tricolores!!!

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