'Dessa maneira, com tanta intensidade, nunca tinha visto. Toda hora em que eu batia na bola, o pessoal me xingava. Minha esposa até me ligou perguntando o que era (era possível notar o grito claramente pela transmissão da televisão). Eu expliquei que é um costume deles, acabei entendendo', disse o goleiro, rindo, no retorno da delegação ao Brasil.
A ofensa, uma tentativa de desconcentrar o arqueiro rival na reposição de bola, é tradicional não só no futebol de lá. Há um exemplo bem próximo do Corinthians, em São Paulo, por sinal. Mais precisamente na Rua Javari. Durante os jogos do Juventus, a torcida grená não perdoa, enche o peito e solta grito semelhante ao que Julio Cesar ouviu no Estádio Azul: 'ôôô, filho da p...'.
'Eu ia cobrar o escanteio, vi que estava voando um monte de coisa para tudo quanto é lado e desisti. É lamentável. Foi um jogo tão emocionante, e a torcida deles teve aquela atitude no final do jogo... Não pode. Esperamos que nossa torcida possa comparecer na partida da próxima quarta-feira e dar um bom exemplo, só torcendo e nos incentivando', pediu o corintiano Emerson.
Por: Vinícius Cappato Guerra Silva
Twitter:@vinicius_cgs
Informações:ESPN
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