O atacante Jô, do Internacional está com problemas, ele não foi relacionado para o jogo contra o The Strongest, da Libertadores, porque o jogador sumiu, isso mesmo ele não apareceu na concentração. Ontem a noite, os vizinhos reclamaram de festa na casa do atacante e a polícia foi na casa do atacante, quem estava na casa era o primo do jogador e disse que Jô não estava em casa. Veja a reportagem do Jornal Zero Hora abaixo:Relacionado para a viagem à Bolívia, onde o Inter enfrenta o The Strongest, na quarta-feira, o atacante Jô não apareceu para o embarque, o que causou grande desconforto entre os dirigentes. Mas esta foi só a primeira polêmica envolvendo o jogador.
No começo da madrugada desta terça, devido à reclamação de vizinhos, que alegavam perturbação do sossego devido a uma festa, a Brigada Militar foi até casa onde reside o jogador, no bairro Vila Jardim.
— Desde outubro é um verdadeiro inferno. É som alto, pagode e gritaria. No domingo, a festa começou às 7h. É uma tortura psicológica. Meus filhos têm aula cedo e não conseguem dormir — enfatizou um vizinho, que não quis se identificar.
Só ele, desde outubro, registrou seis termos circunstanciados reclamando de barulho provocado por festas ocorridas na casa de Jô. Localizada na Rua Araruama, Vila Jardim, a residência em que mora o atacante era ocupada pela ex-governadora Yeda Crusius durante boa parte de seu mandato à frente do executivo gaúcho.
Por volta da 1h20min desta terça, a Brigada Militar chegou à residência e foi recebida por Evandro Carlos Medeiros, que se declarou primo do jogador. Perguntado se Jô estava em casa, disse "que ele não se encontrava". Os policiais, então, lavraram um termo circunstanciado, que será encaminhado à Polícia Civil.
Antes mesmo da festa na casa do atleta, a tendência era de que o atacante recebesse uma pesada punição do Inter. Durante o treino da manhã de segunda-feira, no Beira-Rio, o atacante alegou um mal-estar e deixou o trabalho mais cedo.
Correu para o vestiário, tomou banho, trocou de roupa, disse aos funcionários do clube que estava indo para o hospital, entrou em seu carro, e não foi mais visto. Até o desembarque do Inter, em Santa Cruz de la Sierra, ninguém sabia de seu atacante.
Foi somente após a chegada do Inter ao hotel Los Tajibos, na Bolívia, que a direção soube que Jô estava em casa. A assistente social do clube havia conseguido contato com o atacante. Jô manteve a versão que foi ao hospital e informou à assistente que já havia chegado em sua residência. Estava bem.
Fernandão, diretor técnico de futebol do Inter, não quis conversar com o jogador por telefone. Terá uma conversa "olho no olho" quando a delegação voltar a Porto Alegre, na quinta-feira. Os dirigentes estão irritados com a atitude do atacante.
— Ainda não sabemos o que aconteceu. Há uma dúvida no ar. Não vou resolver nada daqui, agora, só na volta — disse Fernandão.
O dirigente ainda lamentou a atitude do jogador que, segundo ele, vivia bom momento.
— Eu estava supercontente com a sequência dele. Não entendo uma saída sem justificativas, pois os jogadores estavam concentrados desde o começo do treino (de segunda pela manhã)— afirmou o diretor técnico.
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