[Fluminense 0 X 2 Boca Juniors] A vingança com juros


No que se diz como impecável e apoteótico traduziam-se somente em torcida. A festa oriunda de trinta e seis mil torcedores ávidos por mais uma vitória frente ao xeneizes era aguardada. O suor misturara-se ao pó-de-arroz com certa dosagem de nervosismo. O mar verde, branco e grená alienava-se à mística que estava por vir. E com essa tônica colossal que o time do Fluminense entrava em campo à procura da supremacia que lhes tornavam absoluto com larga vantagem na tabela na Libertadores. Infelizmente, isso não era o que eles (jogadores) queriam.

A bola no centro do gramado só aguardava o soar do apito para dar início a uma longa e intensa batalha. Até que minutos depois, a o redondinha ditava o ritmo da partida. Quem soubera administrá-la com carinho e respeito, era generosa com quem o fez. Assim, a dinâmica da partida fez com o Boca tomasse iniciativa muito precocemente antes mesmo do Fluminense. Afinal de contas, estávamos no Engenhão ou na mística Bombonera? A resposta parecia óbvia para quem se despusesse de forma contrária ao time das Laranjeiras.

Excessivos passes errados a partir do meio campo e a ineficiência nas finalizações estavam sujeito a danos maiores em seguida. As poucas chances que surgiam eram pavorosamente desperdiçadas providos das más atuações de Deco, Thiago Neves e Cia. Por incrível que pareça, Carlinhos, ao contrário de seu amigo Bruno, mostrava um serviço contínuo e incisivo em suas jogadas quando era exigido. Junto a ele, um dos mais lúcidos em campo era o Wellington Nem.

Nem me darei em sã consciência de crucificar e taxar a tênue zaga tricolor. Estes todos já sabem como é. O que deixou-nos boquiabertos com pífio desempenho era justamente o meio-campo. Considerados um dos mais sólidos do Brasil deixou a desejar com o fracasso e sucessivos passes errados.

Os dois gols tomados por erros individuais caracterizaram uma grande deficiência na equipe tricolor, e, sobretudo, a falta de sabedoria para a tomada de decisões de Abel Braga e a inoperância acentuada de Rafael Moura culminaram para o caos irreversível do tricolor.

Enfim, estamos classificados, porém, não no gajo de que o torcedor queria. É um conjunto de preceitos que refuta ainda mais com veemência o que diz o nosso técnico, de que, não importa o bom futebol, mas sim a bola na rede...

O futuro nos aguarda, mas poupem a torcida que não merece esse despeito...

Saudações Tricolores!!!

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