Conheça um pouco mais sobre a característica de Jorge Sampaoli como treinador


Jorge Sampaoli está na mira do Flamengo

O técnico Jorge Sampaoli está sendo citado como possível nome para ser o novo comandante do Flamengo. Ele disputa com o Universidad do Chile a final do Torneio Apertura.

O primeiro contato foi realizado nesta quarta-feira. A resposta inicial do argentino foi positiva, mas a negociação só vai poder ser concretizada a partir da próxima terça-feira, dia seguinte ao segundo e decisivo jogo do Torneio Apertura chileno.

Jorge Sampaoli

É setembro de 1995 e a ansiedade domina o jovem técnico Jorge Sampaoli, de 35 anos. Ele é o treinador do Atlético Alumni no jogo mais importante do campeonato de futebol amador de Casilda, uma pequena cidade a 350 quilômetros de Buenos Aires. Eram apenas 15 minutos de partida e ele gesticulava e reclamava contra a arbitragem. 

Cansado o juiz corre para ele, tira o cartão vermelho e o manda esfriar a cabeça. Sampaoli, longe de ficar calado, sai do campo. Do outro lado do muro, vê uma árvore alta e sobe na copa. Os galhos ultrapassam a altura da pequena arquibancada. Ali de cima, trepado, ele continua berrando e dirigindo seus jogadores.

A cena seria difícil de acreditar se não houvesse a foto ao lado como prova. É uma imagem que o jornal La Capital, de Rosario, publicou 15 anos atrás para referir-se ao talento, à loucura e à paixão de Sampaoli. “Eu sempre vivo os jogos com muita intensidade. Não consigo controlar. É meu estilo. Estar em movimento me ajuda a pensar”, diz, ao lembrar o episódio de seus primeiros anos como técnico de futebol. Desde então, Sampaoli não deixou de se mover à frente do banco.
 E assim ele chegou longe, é o cérebro por trás do ótimo futebol da Universidad de Chile, campeã invicta da Copa Sul-Americana no ano passado. Sampaoli ainda foi eleito pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) o sétimo melhor treinador do mundo em 2011 e citado por jornais europeus como um revolucionário tático.

Os números ajudaram a engordar a fama. Em pouco mais de um ano como técnico dos azuis, ele conseguiu três títulos (Apertura, Clausura e Sul-Americana de 2011), dirigiu 81 partidas, com 56 vitórias, 18 empates e apenas sete derrotas (76,5% de aproveitamento, até 17/4), e passou um ano sem perder como visitante.

Aos 52 anos, Sampaoli diz que o sucesso o deixou um pouco mais solitário. Ainda assim, conta que se esforça para que sua vida não mude muito. Rejeita os grandes luxos. Recusou recentemente um carro novo que a diretoria lhe ofereceu, preferiu comprar um modelo usado.

O argentino confessa que gosta dos aplausos, mas não dos exagerados. “Tenho orgulho pelos elogios ao nosso projeto. Mas outra coisa é quando dizem que eu sou um dos melhores treinadores da América. Eu não me sinto assim. Eu só sou um técnico que adora seu trabalho. Estou longe de me comparar com outros treinadores cheios de sucessos”. 

Sampaoli pensa, respira e come futebol. E o custo que pagou por essa obsessão e dedicação extrema foi muito alto — tanto que seu casamento terminou. Todos os dias, é o primeiro a chegar e o último a ir embora do centro esportivo da Universidad de Chile. Está no CT duas horas antes do treinamento, às 7h30, para assistir aos vídeos do próximo rival. “Sou um treinador que tenta estar perto de cada detalhe, de cada movimento do rival. É bom conhecer o time que você conduz, mas também o que você enfrenta”, afirma. O preparador físico Jorge Dessio acompanha Sampaoli há 17 anos e assegura que ele sempre foi igual em intensidade. “Ele pensa todo dia em trabalho.

Fora do ambiente de trabalho, tampouco fica parado. Joga tênis para desestressar e, quando está em casa, senta-se na frente da TV para olhar a gravação do último treino. “Queremos que os jogadores sintam que estão sendo observados o tempo todo e que não podem jogar fora um treino. Um treinamento bem feito pode dar a chance de ganhar uma partida.”

O zagueiro e capitão José Rojas conta que o técnico vive mostrando vídeos motivacionais para que o time sinta o futebol como um jogador amador. “Ele explica como voltar a jogar como se estivéssemos no bairro, onde não existe dinheiro, onde você joga porque gosta e defende até a morte a camisa do seu time”.

"Queremos que o jogador sinta que isso não é um trabalho, é o jogo que cada um de nós desfrutava quando pequeno, dez horas por dia. Esse espírito não existe hoje no futebol profissional e nós queremos resgatá-lo”, diz o técnico.

O atual sucesso de Sampaoli contrasta com o começo de sua carreira no futebol. Sua grande frustração é não ter sido jogador profissional. Era um volante rápido e valente, corria os 90 minutos, mas estava longe de ser um craque. Foi apelidado de “El Zurdo”, segundo amigos, pois jogava só com a perna esquerda — a outra era “de pau”. “Era bravo. Um batalhador com três pulmões. Sempre arranjava briga com jogadores do outro time. Aí tínhamos que sair para defender o baixinho”, conta Sergio Abdala, amigo de infância que hoje é presidente do Atlético Alumni. “Ele celebrava duas vezes por ano, uma no seu aniversário e a outra quando metia seu único gol”, diz o amigo, aos risos. Sampaoli chegou até as categorias inferiores do Newells Old Boys. Aos 17 anos, entretanto, uma fratura terminou por convencê-lo a abandonar seu sonho.

Não foi fácil para Sampaoli aceitar que sua única opção de seguir num campo de futebol era como técnico. Seus pais, um policial e uma dona de casa, não tinham como financiar sua carreira. Assim, foi procurar trabalho. Empregou-se como caixa no Banco da Província de Santa Fé e secretário no registro civil de Los Molinos. Quando o juiz de paz faltava, Sampaoli assinava certidões de nascimento e de morte e às vezes realizava casamentos. “Durei pouco anos, porque o futebol era minha grande paixão. Trabalhava para pagar minha carreira de técnico. Não queria incomodar meus pais. Era uma família que chegava ao fim do mês com a conta justa.”

Na primeira fase da carreira, Sampaoli dirigiu equipes amadoras por dez anos. Cansou-se de esperar um convite da primeira divisão e em 2002 mudou-se para o Peru para treinar o modesto mas profissional Juan Aurich. “Não tinha nada para mostrar. Até que convenci um dirigente e aí começou minha carreira.”

Chegou à Universidad de Chile, em dezembro de 2010 (depois de passar por Sport Boys, Coronel Bolognesi e Sporting Cristal, do Peru, O’Higgins, do Chile, e Emelec, do Equador).

Ele agradece, mas prefere comungar com outra divindade do futebol da América: o ex-treinador das seleções argentina e chilena Marcelo Bielsa. Quando o cita, parece falar de um guru que descobriu a fórmula para fazer que suas equipes pressionem desde o primeiro minuto e joguem sempre para o ataque. “Venho seguindo o projeto de Bielsa desde 1990. Eu não tirei ideias de outro treinador. Dediquei toda minha carreira a seguir o projeto de quem eu acredito que é o melhor treinador do mundo”, diz.

Como seu mestre, Sampaoli proíbe a imprensa de assistir aos treinamentos. Gosta que as sessões sejam tão intensas como um jogo. A advertência é clara: quem não dá tudo no treino não joga. Sampaoli usa um software onde armazena dados como passes errados, recuperação de bola e chutes a gol e identifica como se movem os jogadores rivais. Em função disso, elabora jogadas de ataque e defesa. Trabalha dezenas de vezes cada jogada e movimento tático.

Sampaoli se reconhece um “bielsadependente”. E o confessa com orgulho. Em seu arquivo pessoal, conta com centenas de vídeos de Bielsa treinando a seleção argentina e também áudios com palestras e entrevistas coletivas com a palavra de seu ídolo. “Sempre as escuto. Inclusive conferências de imprensa repetidas, porque sempre tiro algum ensinamento. Sempre tento tê-lo por perto.”

Curioso, porém, é que Sampaoli ainda não conhece Bielsa pessoalmente. “Eu o tenho como um personagem mítico. Quero estar perto do que faz e diz, sem que ele se dê conta”, diz. “E, quando você conhece uma pessoa de perto, às vezes enxerga defeitos que não gostaria de ver. Eu prefiro seguir imaginando-o.”

Sampaoli é um desejo da Nação rubro-negra. Me impressionei muito com o trabalho dele, simplismente fantástico! Espero que não seja apenas mais uma especulação.  #SampaoliNoMengão

Fonte: Blog Urubu Rei

2 Responses to "Conheça um pouco mais sobre a característica de Jorge Sampaoli como treinador"

  1. #SampaoliNoMengão

    Espero que venha, será um dinheiro bem gasto!

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  2. #Sampaoli Ja para o Mengãoooooooooooooooooo 2012 , e #ForaJoel #SRN Ms

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