Corinthians diminui em 15% sua folha salarial e abre espaço para nomes de peso no futuro




Não é só o técnico Tite que tem táticas de efeito no Corinthians. Em reportagem elaborada pelo Marca Brasil, vimos que a diretoria é muito estrategista e arquitetou uma engenharia para reduzir a folha salarial em 15% em comparação ao "Projeto Libertadores". E na visão da diretoria, sem perder a força estrutural da equipe para o Mundial. Graças ao corte nos vencimentos foi possível trazer Martínez e Guerrero, além de manter Paulinho. Com isso o clube poderá contratar nomes de peso no futuro.


'Nós tivemos, na verdade, as saídas de jogadores ao longo do semestre somados aos que saíram depois da Libertadores. Se pegarmos a folha do começo do ano, que foi a nossa da Libertadores, hoje ela está 15% menor', garantiu Raul Correa da Silva, diretor de Finanças do Corinthians, à reportagem.

'Se reduzir de um lado, o diretor sabe que pode aumentar de outro. E isso foi feito', emendou Raul.

A folha salarial do elenco montado no início do ano para a disputa da Libertadores era, aproximadamente, de R$ 6 milhões. Com a queda de 15% no montante, o clube pagará R$ 5,1 milhões por mês, neste semestre, aos seus jogadores.

'Nossa folha estava na casa dos 6 milhões. Não fechamos o balanço ainda, mas o reflexo vai aparecer só nos números de setembro. Mas vai ficar nessa casa mesmo, de 15% de redução', confirmou Roberto de Andrade, diretor de futebol do clube.

O processo de corte de salários tem vários fatores. A queda tem peso determinante com a eliminação de gastos com os vencimentos de Adriano, Liedson, Willian, Alex e Leandro Castán. E também com a redução de pagamentos de atletas com salários menores, casos de Gilsinho e Ramon. Porém, para fechar a atual conta, é preciso somar também.

As valorizações nos salários de jogadores pós-conquista da Libertadores, como o caso do volante Paulinho, pesaram no novo montante. Além, é claro, da chegada de reforços como Paolo Guerrero e Juan Martínez.

'A redução na folha salarial já era nosso planejamento. E conseguimos cumprir mesmo com as contratações e valorizações', disse Roberto de Andrade.

Por: Vinícius Cappato Guerra Silva
Twitter:@vinicius_cgs
Informações: André Pires e Felipe Piccoli

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