
Desde que chegou à Associação Chapecoense de Futebol, o técnico Gilmar Dal Pozzo e sua comissão possuem 59,25% de aproveitamento. Ao todo foram 27 jogos em sete meses de trabalho, com 14 vitórias, seis empates e sete derrotas. São 45 gols marcados e apenas 22 sofridos, consolidando uma defesa forte. A título de comparação apenas, o quarto colocado da Série A 2012 obteve números próximo de 58%. Apesar da conta positiva, o treinador sabe que a pressão faz parte da profissão.
“No futebol a pressão não acaba. Estamos sempre pressionados por resultados e por desempenho também. Principalmente a nossa pressão de ter que jogar bem, existe essa autocrítica, essa autocobrança”, afirma.
Com sete meses de trabalho a serem completados na próxima segunda-feira (15), o profissional traz consigo a marca da conquista inédita da vaga à Série B. Com a boa campanha na Série C do ano passado, a meta foi atingida e dia 26 de maio a Chapecoense estreia na competição nacional diante do Boa Esporte, em Varginha/MG. No Campeonato Catarinense, o único clube garantido na fase semifinal é o Verdão do Oeste, que conseguiu o feito ao vencer o primeiro turno numa campanha de 81,5%. Mesmo com o crescimento de outras equipes no returno do estadual, o time lidera a classificação geral atualmente com 31 pontos, já atingindo com duas rodadas de antecedência maior pontuação que o campeão de 2012. Para o próximo compromisso, domingo (14), 18h30min, no estádio Renato Silveira, em Palhoça, o comandante entende que o Guarani será um adversário complicado.
“Eles estão jogando a vida. O jogo deles é neste final de semana. Eles vem com tudo, desesperados em busca do resultado, então vai ser um jogo bem intenso, bastante forte, mais uma vez. Eles vão querer ganhar de qualquer forma em casa para continuar sobrevivendo na competição. Eu conheço o Joceli dos Santos bem e sei que não será fácil”, garante.
Depois de recuperar o caminho das vitórias diante do Camboriú, com gols de Paulinho Dias e Dudu Figueiredo, o objetivo é manter a postura e conquistar mais três pontos no litoral a fim de permanecer na ponta da tabela. Independente de quem venha a marcar, Dal Pozzo assegura que não há preocupação com a escassez de gols dos atacantes.
“Na hora certa vai acontecer para o Rodrigo, para o Capixaba, o Bruno, o próprio Soares também e o Fabinho que é o outro atacante. Estou muito satisfeito pelos atacantes que nós temos e principalmente pela característica de um e outro, pois elas não são parecidas, o que me dá alternativas diferentes durante a partida”.
Estudioso do futebol, Gilmar Dal Pozzo traz consigo a experiência de trabalho com um dos principais treinadores do país. Amigo pessoal de Adenor Bacchi, o Tite, vê o esporte através da sua evolução e cita escolas europeias quando fala da marcação, característica presente na Chapecoense.
“As minhas equipes têm que ter a participação dos atacantes ajudando na marcação e o futebol moderno exige isso. Então eu quero que jogue na intensidade forte. Tem que ter a competitividade. Sempre um deles ajudando na marcação, vindo atrás da linha da bola, ajudando a equipe”, pondera.
Sem contar com Fabiano e Fabinho Alves, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, os onze titulares ainda não estão definidos para o duelo da oitava rodada do returno pelo técnico. Viajam no início da tarde de sábado 19 atletas na delegação.
Goleiros: Nivaldo e Juliano
Laterais: Galiardo e Fabinho Gaúcho
Zagueiros: Rafael Lima, André Paulino, Dão e Tiago Saletti
Volantes: Ruan, Wanderson e Diego Felipe
Meias: Paulinho Dias, Nenén, Dudu Figueiredo e Marcos Vinicius
Atacantes: Rodrigo Gral, Bruno Rangel, Soares e Ronaldo Capixaba
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