Choro, pressão psicológica, questão cultural... Seleção Brasileira expõe lado emocional e é criticada


Diante dos acontecimentos desta Copa do Mundo, a Seleção Brasileira tem se mostrado sensível diante da mídia e do Mundo todo. Vibrando e chorando diante das dificuldades, seja antes de início de jogo com o hino ecoado pela torcida ou até mesmo diante da pressão sentida antes mesmo das cobranças de penalidades contra o Chile.

Esse choro de alguns jogadores da Seleção Brasileira contra o Chile acabou levantando alguns questionamentos dos torcedores sobre a preparação emocional do time para enfrentar as próximas etapas e mais decisivas da Copa do Mundo.

Como estudante de Psicologia, gostaria de ressaltar alguns pontos para explicar tal fato para o torcedor brasileiro. Há em cima desses jogadores uma pressão psicológica estrondosa e isso acaba levando ao choro. O que dificulta ainda mais é o fator do ambiente, por ser o país sede pela segunda vez (primeira em 1950), a responsabilidade dos jogadores só cresce e isso fica claro pela questão cultural imposta pelo país, na qual da muita importância e é um grande criador de grandes talentos mundiais relacionado ao esporte. 

Pode-se comparar o Brasil com a Colômbia que está feliz e se postando alegre, o que ninguém esperava, e com isso ela vem se superando. Todas essas situações opostas aos atletas brasileiros são psicologicamente adversas ao indivíduo e o trazem maior dificuldade. Alguns psicólogos renomados tem dado a opinião de que os atletas devem investir no seu melhor e não chorar ao invés de mostrar o seu futebol.Porém, a situação vivida pelos atletas não é das mais fáceis. A psicologia tem ajudado nesses casos de choro da Seleção e também em outros comportamentos como as mordidas de Suárez, na qual é um comportamento agressivo que chega a beirar o inexplicável diante do senso comum e para quem é da área pode-se observar uma alteração na fase de desenvolvimento do mesmo.

A Psicologia Esportiva tem apoiado os atletas e Felipão está contando com a ajuda da psicóloga Regina Brandão que tem acompanhado os jogadores não só como ontem na qual retornou a Granja para conversar com os atletas, mas também à distância, por email, WhatsApp e por telefone, o acompanhamento tem sido importante e ajudado a manter a base emocional dos atletas brasileiros.

O fato de externalizar esses sentimentos não é um erro por parte dos jogadores. Nós nos abalamos em determinadas situações e mesmo que não seja esperada essa reação forte dos atletas como o choro diante dos torcedores isso foi necessário em um momento de reflexão dos atletas. A postura acaba variando de jogador para jogador como Paulinho, ao invés de chorar como alguns outros jogadores, impôs a sua personalidade de liderança e encorajou os demais atletas, falando palavras de incentivo para cada um e batendo no peito dos seus colegas momentos antes da cobrança de penaltis.

A torcida é uma expressão do que somos e o fato ocorrido no jogo contra o Chile mostrou como foi dificil e complicada aquela situação. Agora o que nós, profissionais da área da Psicologia, esperamos que o trabalho psicológico realizado com os atletas fortaleça e seja realizado de uma forma correta. Mesmo que haja um desiquilíbrio emocional, a psicologia deverá ser usada em benefício do grupo.

Fontes me repassaram a informação de que o técnico Felipão mostrou antes da partida um vídeo motivacional aos atletas na qual expunha desastres e desgraças ocorridas no país. Essa postura foi criticada por muitos profissionais e eles esperam, assim como eu que esse trabalho coletivo e individual com os atletas traga nos frutos e dê o apoio necessário, como podemos ver o que Neymar disse e apoiou na entrevista:

"Estou gostando bastante. Acho que não é só no esporte, no futebol, não somos só nós que estamos envolvidos com a emoção todos os dias, que temos que fazer a psicologia. Acho que eu até dou pra vocês [jornalistas] também procurarem fazer, por que faz bem! Para a vida do ser humano, né... O cara sai mais tranquilo, sai mais leve", disse Neymar, sorrindo, de acordo com o vídeo publicado pela Globo.

Que a torcida brasileira dê o apoio necessário aos atletas que estão passando por um momento de pressão difícil e muita cobrança de si próprio e vindas do outro. E que os profissionais de Psicologia continuem a serem destaques e apoiados pelo trabalho incrível que realizam..



Por:
Vinícius Cappato Guerra Silva
Estudante de Psicologia, UNI-Facef e Colunista Esportivo.

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