Planejar, construir e organizar. Estas serão as palavras de ordem da Rússia, próxima sede da Copa do Mundo, em 2018, nos próximos quatro anos que antecedem o Mundial.
Os desafios durante este período serão muitos e passam desde a construção de novos estádios até a resolução de problemas de mobilidade e preparação da seleção anfitriã, que não teve bom desempenho no Brasil.
A Copa da Rússia terá 11 cidades-sede, uma a menos em relação ao Brasil. O Mundial de 2018, no entanto, terá 12 estádios. Isso porque a capital Moscou terá dois.
Oito arenas estão sendo construídas exclusivamente para o Mundial, enquanto o principal estádio, o Luzhniki, passa por uma grande reforma. Pouco restou do original, exceto suas paredes externas e uma estátua do líder comunista Vladimir Lenin do lado de fora, enquanto a Rússia se prepara para converter a relíquia da era soviética em uma arena de última geração.
Os estádios já estão em obras e a previsão máxima de entrega é até junho de 2017, quando será realizada a Copa das Confederações.
O presidente russo Vladmir Putin quer utilizar o Mundial para colocar a Rússia em destaque e mostrar a evolução do país, desde o fim da época soviética, em um estado moderno.
Para isso, o investimento no Mundial deve ser pesado. O primeiro-ministro Dmitry Medvedev já chegou a afirmar que o Mundial custaria mais de 20 bilhões de dólares, o que faria da Copa na Rússia a mais cara de todos os tempos (o Mundial no Brasil custou US$ 11 bilhões).
Desafios
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, enfatizou que o alto nível técnico das partidas e a boa organização do Mundial de 2014 farão a Rússia ter uma missão dura na organização da próxima edição da competição, pois terá o bom desempenho do Brasil como referência. "Essa Copa, no campo, foi excepcional. Acho que a próxima terá um padrão alto a ser superado", disse.
Uma das preocupações do comitê organizador local é quanto à mobilidade dos torcedores, mesmo com o Mundial sendo realizado apenas na parte ocidental do país. A Rússia tem uma malha ferroviária considerada ótima, mas uma viagem entre Moscou e Ecaterimburgo de trem, pode durar 24h.
Outro desafio do país europeu será criar uma "atmosfera" semelhante à vista na Copa do Brasil. Os jogos de futebol no país, normalmente, não têm estádios lotados, tanto que a Rússia tem, atualmente, apenas três arenas com capacidade superior a 35 mil pessoas. Assim, o Mundial é visto como ferramenta para atrair o interesse da população pelo esporte.
Seleção
Se fora de campo os desafios para a Rússia são grandes, dentro das quatro linhas são ainda maiores. A seleção queria deixar boa impressão na Copa de 2014, mas acabou sendo eliminada na primeira fase sem nenhuma vitória, em um grupo razoavelmente fácil, com Bélgica, Argélia e Coreia do Sul.
O campeonato local tem recebido investimentos milionários e crescido anualmente. O Zenit e o Anzhi são exemplos de equipes que investiram alto na contratação de atletas.
Curiosamente, o atual campeão local é o CSKA, que não recebe investimentos tão altos quantos os rivais e aposta em jogadores russos. O treinador da equipe, Leonid Slutsky, é o principal candidato a treinar a seleção caso o criticado italiano Fabio Capello deixe o cargo.
O time que veio ao Brasil conta com jogadores experientes e deverá ser renovado. Para fazer boa campanha em casa, a equipe aposta na evolução de jovens promissores como Cheryshev, 23 anos, Natkho, 18, Dzagoev, 24, e Kokorin, 23.
A equipe poderá, ainda, ter um brasileiro. O lateral Mário Fernandes, do CSKA, admitiu a possibilidade de se naturalizar para jogar pela Rússia.
A equipe poderá, ainda, ter um brasileiro. O lateral Mário Fernandes, do CSKA, admitiu a possibilidade de se naturalizar para jogar pela Rússia.
AGRADECIMENTOS: UOL
FONTE: PORTAL - A TARDE
TWITTER: @HernandesSP



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