SELEÇÃO DA ALEMANHA DEIXA CABRALIA NA BAHIA

OS ALEMÃES DEIXAM SUA SEDE NA BAHIA RUMO AO RIO DE JANEIRO.



   Certamente o menino Otavio, 9 anos, não conseguiu pregar o olho na noite passada. Chegou a hora de seus heróis se despedirem do distrito de Santo André, em Santa Cruz Cabrália. E nesta sexta-feira, 11, é a derradeira chance de ter mais um contato com os ídolos.

   Otavio Santana, apelidado de Coquinho, foi indicado pela escola de Santo André para, a pedido de uma TV alemã, estar presente na última coletiva de imprensa da seleção do país na Bahia. A equipe embarca nesta sexta, às 19h30, de Porto Seguro para o Rio de Janeiro. De lá, ganhando ou perdendo a final no domingo, pega seu voo de volta para Berlim, na segunda.

   A indicação de Coquinho para a matéria foi porque ele se destacou entre as crianças que mais encantaram os alemães. No dia 11 de junho, quando a seleção fez uma visita e pegou um baba na escola, ele divertiu a todos e ainda marcou um gol no time liderado por Özil e Schweinsteiger.


   A partir dali, virou fã incondicional da seleção e passou a segui-la  em Santo André. Há uma semana, veio a recompensa. A pesada barreira policial que isola a concentração alemã permitiu que o garoto passasse. Quando soube que havia um fã na porta, o volante Khedira foi até lá  e lhe deu uma camisa.

   Vivenciando tudo isso, Coquinho deixou de lado até  a Seleção Brasileira e seu time do coração, o Flamengo. "Sou só Alemanha. Até contra o Brasil torci por eles. No vídeogame, só jogo com a Alemanha. Vai ser muito chato não ter mais eles por aqui", disse.


   O sentimento de saudade, autógrafos e camisas como a de Khedira, carregados por Coquinho, são marcas que os alemães deixam para serem compartilhadas eternamente em Cabrália.

   Na escola de Santo André, estão uma camisa e bicicletas autografadas pela seleção. A ideia é, no futuro, leiloar as relíquias. Cada uma das bicicletas, por exemplo, está avaliada em R$ 4 mil. No mais, circular pela cidade é certeza de uma série de histórias para se escutar e de saber que objetos teoricamente comuns vão se tornar até herança de família.

   Tereza Rajão, que trabalhou como voluntária na Copa, tem um jornal A TARDE plastificado com um autógrafo de Schürrle. O motivo: a edição tem uma foto do filho dela de 8 anos, João, com o atacante. O garoto, por sinal, tem uma camisa do Atlético-MG e um álbum de figurinhas repletos de assinaturas dos  alemães.

   "Conseguimos também mais de 100 fotos com os jogadores. Todo esse material vai virar um book contando o que vivemos neste último mês. Vou fazer mais de uma edição, para distribuir entre parentes e guardar para filhos e futuros netos", disse Tereza.

   Antonio Abreu, funcionário de um resort de Santo André, também tem suas relíquias. "Na quarta,  vi o Joachim Löw (técnico), que me presenteou. Eram camisas que ele usa no treino.   Tremi as pernas quando recebi o presente. Tinham até as iniciais JL, de Joachim Löw. A camisa branca eu dei para minha esposa. A vermelha ficou para mim.  Mas, só vou usar no domingo  para tirar onda com os amigos. Depois, vou emoldurar. Tenho um filho de dois anos. No futuro, vou lhe dar a camisa e dizer:  'Ela foi usada pelos tetracampeões mundiais aqui em Santo André'".

FONTE: Portal - A Tarde
Agradecimentos: UOL


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