Mesmo atuando fora de seus domínios, o Boa não se intimidou. Buscou a vitória o tempo todo, e venceu a peleja por 2x1, com gols de Jheimy e Moisés. O zagueiro André Astorga descontou para o Bragantino.
Boa vai pra cima.
O jogo começou quente e bem disputado em Bragança Paulista, com duas equipes determinadas, e que buscavam ao tempo todo chances de finalização. O Boa não se acanhou, e foi pra cima do Massa Bruta. Em dois momentos perigosos do ataque mineiro, o goleiro Gilvan se mostrou nervoso. No primeiro lance, o volante Moisés arriscou da intermediária, e Gilvan não conseguiu espalmar a bola com êxito, que ainda tocou a trave, e deu tempo do goleiro se redimir da falha, defendendo em dois tempos e impedindo a chegada de Jheimy. Minutos depois, o volante Higo (improvisado na lateral esquerda, no lugar de Magalhães) arriscou de longe. A bola desviou na zaga, e veio fraquinha para Gilvan, que tentou dominar com os pés, mas se atrapalhou e cedeu um escanteio bobo para o Boa.
Massa Bruta se impõe e cria chances.
Marcelo Veiga corrigiu o posicionamento do Bragantino, até então envolvido no bom toque de bola do Boa, e fez com que o time criasse boas chances. Primeiro, numa falta cobrada com violência por Otacílio Neto, que obrigou o goleiro Luiz Henrique a se esticar para mandar a bola a escanteio. Depois, o volante Leandro Bitton arriscou um chute perigoso da intermediária, que passou rente ao travessão de Luiz Henrique.
Boa volta melhor, com cartão de visitas de Jheimy.
Um dos sérios problemas enfrentados pelo Boa nessa Série B é no quesito atacante. Desde a venda de Paulão para o futebol chinês e a venda de Reinaldo Alagoano para o ASA, a equipe não encontrou seu centro-avante, para fazer dupla com Wáldison. Marclei e Valdo foram testados por Nêdo Xavier, mas nenhum correspondeu como o esperado. Isso fez com que a diretoria corresse atrás e conseguisse o empréstimo do atacante Jheimy, vindo do Atlético Mineiro. Em seu primeiro jogo como titular, o atacante desencantou. Aos 12 minutos, após bola alçada na área por Carlos Magno, Jheimy aproveitou a sobra de bola e fuzilou o canto esquerdo de Gilvan, abrindo o marcador.
Leandro Bitton expulso.
Um episódio lamentável da partida foi a expulsão do volante Leandro Bitton, do Bragantino. Após sofrer falta, o volante Moisés do Boa deixou a perna para atingir Bitton, no chão. O volante do Braga se irritou, e ao se levantar, desferiu um forte soco na barriga de Moisés, e foi imediatamente expulso. Com um a menos, o Braga se perdeu ainda mais na partida, e passou a dar mais espaço para o Boa contra-atacar. Num desses contra-ataques, saiu o segundo gol. Wáldison recebeu a bola na ponta esquerda e cruzou na medida para Moisés desviar a bola para o fundo do gol de Gilvan, que nada pôde fazer.
Bragantino rendido? Não...
Perdendo por 2x0 e com um homem a menos, o Bragantino não se entregou, e buscou a todo momento o seu gol. De tanto insistir, conseguiu, já nos acréscimos. Após cruzamento na área, num lance extremamente confuso, o zagueiro André Astorga desviou a bola, o goleiro Luiz Henrique se atrapalhou com o atacante Luís e não conseguiu evitar o gol do time da casa. Gol que acendeu o Braga, que ainda teve duas chances para empatar. Primeiro, com o zagueiro Luiz Carlos, que finalizou na rede pelo lado de fora. Depois, com Léo Jaime, que após ser lançado na área, finalizou perigosamente por cima.
Há quem diga que se o jogo tivesse mais alguns minutos, o Bragantino teria conseguido o heroico empate. Mas o árbitro encerrou o jogo após 4 minutos de acréscimo, para a festa dos jogadores e para a pequena torcida do Boa presente no estádio.
Na próxima rodada...
O Bragantino viaja para Juazeiro do Norte onde mede forças contra o Icasa, no sábado, às 16h20. Neste mesmo dia e horário, em Salvador, o Boa enfrentará o Vitória, no estádio do Barradão.
Equipes e arbitragem.
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA), auxiliado por Márcio Correia Dias (PA) e por Ricardo Guimarães Coimbra (PA).
Bragantino: Gilvan, Júnior Lopes, André Astorga e Luiz Carlos. Luís Felipe (depois Luís), Mineiro, Leandro Bitton, Deyvid Sacconi (depois Léo Jaime) e Marcinho. Otacílio Neto e Lincom. Técnico: Marcelo Veiga.
Boa: Luiz Henrique, Jackson, Thiago Carvalho, Marcelinho e Higo (depois Pablo). Claudinei, Olívio, Moisés e Carlos Magno. Wáldison (depois Jean Cléber) e Jheimy (depois Valdo). Técnico: Nêdo Xavier.
Um abraço, fiquem com Deus.
Por: Marcos Vieira Ribeiro (@Vierimark).
Meu jovem vc é um garoto de sucesso, tem um grande futuro pela frente. fique com deus, não se esqueça que vc tem um talento que nenhum outro comentarista esportivo tem.
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