Enquanto a torcida do ASA comemora a boa fase da equipe, que conseguiu uma grande recuperação no campeonato, saindo da zona do rebaixamento e figurando agora na décima posição, o torcedor do Carcará fica cada vez mais apreensivo no que se diz respeito ao futuro da equipe, que não saiu do incômodo Z-4 e figura na décima sétima posição.
Salgueiro toma conta do jogo.
A superioridade da equipe pernambucana foi flagrante no primeiro tempo. O Carcará jogava solto, e pra frente. Clébson armava o jogo com maestria, e tinha apoio tanto de Rogério Serra (que substituiu Marcos Tamandaré na lateral direita) quanto de Josa pela esquerda. Além de contar com Pio, Diego Paulista e Renê, o trio de volantes que anulou o meio-campo criativo do ASA, formado por Raul e Didira.
As primeiras chances não demoraram a aparecer para o Carcará. Primeiro, com o zagueiro Eridon (que substituía o zagueiro Alemão, entregue ao departamento médico), que testou firme e obrigou Gílson a praticar uma excelente defesa. Logo depois, após boa jogada de Élvis, o atacante rolou para Clébson, que dominou e foi derrubado na entrada da área. Após o lance, o zagueiro Leandro Cardoso levou o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Com um a mais, o gol do Salgueiro parecia ser apenas questão temporária. Ainda mais quando Élvis puxara um contra-ataque e fora parado com um carrinho por trás do centro-avante Alexsandro, que acabou sendo bem expulso. Agora, com dois a mais, a certeza da vitória do Carcará era unanimidade.
Kamikaze?
Na volta do intervalo, o técnico do Salgueiro, Neco, resolveu dar extrema ofensividade a equipe, para resolver a partida. Primeiro, sacou o volante Renê e colocou o meia-atacante Rosembrick, aquele mesmo, ex-Santa Cruz e Sport. Vendo a sua equipe envolver o ASA mas sem exigir o goleiro Gílson, sacou outro volante, Diego Paulista, e apostou no atacante Lippi, que veio por empréstimo do Vasco da Gama. Por fim, tirou o lateral direito Rogério Serra e colocou o meia-atacante Edmar.
A "tática" de Neco parece apenas funcionar no papel, pois na prática, foi bem diferente. O Salgueiro se perdeu em meio a tantos atacantes e meias, e passou a decair na partida. É claro, o tão esperado gol saiu, mas num lance de puro oportunismo do atacante Fabrício Ceará, e na falha de marcação do ASA, que permitiu a subida livre do centro-avante para testar fundo pro gol.
E agora, Carcará?
Na vantagem, o Salgueiro continuou com a bola, mas não pressionava. A equipe estava perdida em campo. Tanto se atrapalhou que o desfalcado ASA conseguiu achar o gol de empate. O meia Raul recebeu na ponta esquerda, e com muita visão de jogo, deixou Didira na cara do gol, que só teve o trabalho de concluir pro fundo do gol. O empate foi um balde de água fria nas pretensões do Salgueiro, que mais tarde, teria Eridon expulso. Numa falha grotesca de posicionamento, o meia Raul arrancou sozinho, e quando iria fazer o gol da virada, foi empurrado por Eridon, último homem da defesa do Carcará.
ASA ainda chega perto da virada.
A equipe alagoana ainda chegou muito perto do segundo gol. O técnico Vica colocou o experiente e veloz Vitinha no lugar de Raul. Em seu primeiro lance, Vitinha driblou dois jogadores do Salgueiro, invadiu a área com habilidade, e finalizou firme para o gol. O goleiro Marcelo, que completou neste jogo 50 jogos pelo Salgueiro, fez milagre, e evitou a derrota fatídica do Salgueiro.
A partida de hoje demonstrou que encher a equipe de atacantes e meias não é sinônimo de ofensividade. A ofensividade só é atingida quando há a implementação de uma postura coerente de posicionamento, vinda do seu treinador. Ao que parece, Neco apenas colocou a equipe para frente de maneira desordenada. Conseguiu o gol, mas na sequência, quase perdeu o jogo de forma fatídica. Cabe aos treinadores posicionarem bem seus jogadores, organizar seus times em setores, e tê-los bem definidos. Espero que a partida de hoje sirva de lição para o Salgueiro, que estava jogando MUITO mais futebol no 4-3-1-2.
Na próxima rodada...
O Carcará voa até Goiânia, onde mede forças com o Vila Nova na sexta-feira às 21h. Enquanto o ASA volta para Arapiraca, onde no Sábado recebe o ABC às 21h.
Arbitragem e equipes.
Árbitro: Reginaldo Gomes da Silva (RN), auxiliado por Lourival Cândido das Flores (RN) e por Clístenes Juny de Souza Alves (RN).
Salgueiro: Marcelo, Rogério Serra (depois Edmar), Eridon, Henrique e Josa. Pio, Diego Paulista (depois Lippi), Renê (depois Rosembrick) e Clébson. Élvis e Fabrício Ceará. Técnico: Neco.
ASA: Gilson, Leandro Cardoso, Tiago Alves e Émerson. Raulen, Fabinho Romão (depois Toninho), Mariélson (depois Marcelo Costa), Raul (depois Vitinha), Didira e Chiquinho Baiano. Alexsandro. Técnico: Vica.
Um abraço, fiquem com Deus.
Marcos Vieira Ribeiro (@Vierimark).
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