Por mais que o empresário Roberto Assis fale a todo momento via imprensa que o Flamengo deve quatro meses de salários para Ronaldinho (valor que já seria de quase R$ 5 milhões), a presidente Patrícia Amorim assegura que não há nenhum tipo de desavença nesse sentido entre clube e jogador.
"Às vezes o Flamengo tem uma visão e o jogador tem outra. Vamos sentar e conversar, já até chamei o Assis para uma conversa essa semana. Quero entender qual é o problema, porque para nós não tem problema algum", afirmou a mandatária rubro-negra, no evento de lançamento da TV Fla, uma parceria do clube com a TV Esporte Interativo, que vai trazer conteúdo exclusivo, a partir do próximo dia 15, para os torcedores por meio do canal de TV e pela própria internet.
Segundo Patrícia, por mais que Assis tenha se mostrado irritado com o que considerou falta de cumprimento contratual do Flamengo com Ronaldinho, a mandatária disse que o camisa 10 sempre foi informada de que "está tudo bem". "Vamos nos encontrar e tentar entender. Assumimos uma dívida que não era nossa e vamos brigar na Justiça em função disso. Eles (Ronaldinho e Assis) sabem disso", comentou. A dívida é em relação a parceria com a empresa Traffic, que após algumas desavenças com o próprio Flamengo desistiu da parceria para arcar com os direitos de imagem do jogador.
"Então tem que ter paciência. Temos a construção do CT, temos outras metas a cumprir, sempre cumprimos. Agora tem que esperar um pouquinho, faz parte", completou. Dentre essas metas está o patrocínio master do clube, ainda não fechado com nenhuma empresa, fato que ajudaria a o Fla a resolver esta inadimplência.
"Vamos conseguir, sim, mas dentro da realidade que nós queremos, porque se não realmente ficamos com a camisa vazia. Temos um manto sagrado, não podemos colocar qualquer marca", explicou Patrícia. "Por mais que se possa ter uma dificuldade de fluxo financeiro, pagamos o preço mas esperamos ter um ativo no valor que nós imaginamos. E também estamos procurando parcerias de longo prazo, não só de um ano, para que possamos trabalhar com consistência, com os orçamentos, tudo certinho", complementou.
A conversa entre Patrícia Amorim e o empresário Assis deve acontecer até a próxima sexta-feira. Diante da falta de produtividade de Ronaldinho em campo, e das frustrantes eliminações na Taça Guanabara, Taça Rio e, principalmente, na Copa Libertadores da América, já é forte a ala dentro da Gávea que defende a liberação do jogador para aliviar a alta folha salaria do atleta - em torno de R$ 1,2 milhão mensal.
Fonte : Portal Terra
@SyllasSousa
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